preço da eletricidade

Preço da eletricidade no mercado regulado

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A Selectra Portugal realizou um novo estudo sobre o mercado livre elétrico e o preço da eletricidade nos diferentes países e regiões em que atua na Europa: Portugal, Bulgária, Grã-Bretanha, Espanha, França, Bélgica, Itália, Turquia e Áustria. Veja, a seguir, alguns dos pontos importantes deste relatório:

Veja os vídeos dos capítulos deste livro:

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A primeira a liberar o seu mercado de energia foi a Grã-Bretanha, que começou o processo em 1990 na Inglaterra e nos anos consecutivos foi acompanhada pelos demais países da região. Desde então, 100% dos consumidores já tem contratado fornecedores do mercado livre e já não existem mais as tarifas reguladas.

Portugal foi o seguinte país. Aqui, o processo de liberalização começou de maneira gradual, em 1995, com a abertura para consumidores industriais; posteriormente, para grandes consumidores, até que, em 2006, o mercado de energia foi liberado também para o segmento doméstico. Isso reflete-se no número de consumidores que já migraram para companhias no mercado livre: 78%, dos quais 83% são clientes domésticos (segundos dados da ERSE de maio de 2017).

Na Itália, apesar de esta ter aberto o seu mercado para o segmento doméstico justamente um ano depois de Portugal, em 2007 (em 1999 para clientes industriais), atualmente, apenas 28,7% destes consumidores tem contratada uma comercializadora do mercado liberalizado.

O restante dos países do estudo realizado pela Selectra só começou o seu processo de liberalização a partir dos anos 2000. Na Turquia ele ainda não está disponível para clientes com consumos inferiores a 2.400kWh por ano; na Bulgária ainda é recente (2014) e apenas, aproximadamente, 2% dos consumidores fizeram a transição para o mercado livre; mas na Bélgica, apesar da liberalização ter iniciado na região de Flandres só em 2003 (o processo foi dividido por regiões, não por consumos), 100% dos consumidores do país tem contratadas empresas do mercado livre.

Em todos os países, as companhias que faziam parte do mercado regulado anteriormente, após a liberalização do setor energético, continuaram a ser as líderes do mercado. Em países como Portugal e França, em que, no mercado regulado, existia um monopólio das companhias de eletricidade, este facto é ainda mais notável, pois tanto a EDP como a EDF continuam com, aproximadamente, 85% da quota de clientes, apesar de, no primeiro, já existirem 20 comercializadoras só para o setor doméstico e, no segundo, 12.

Outro ponto curioso a destacar é que, em Portugal, os clientes domésticos de eletricidade têm a possibilidade de escolher qual a potência elétrica que mais lhes convém, o que também influencia no valor da fatura no fim do mês, pois quanto maior a potência, maior o preço que pagará pela mesma. Espanha, França e Itália são os outros países que permitem que o consumidor opte pela potência elétrica das suas casas; no entanto, no primeiro, se a potência elegida estiver abaixo de 9,2kVA, o valor a pagar por ela será o mesmo que pela potência mínima (no caso, 3,45kVA); já nos outros dois, a quota a pagar, que varia consoante a potência, é anual.

Na Bulgária, Grã-Bretanha, Bélgica, Turquia e Áustria, a potência elétrica que chega até às residências dos consumidores é a mesma para todos os agregados familiares. E, excluindo a Bulgária, em todos os outros países, além do valor do consumo de kWh, e de alguns impostos, paga-se uma tarifa fixa mensal ou anual pelo uso da eletricidade.

Outro dado a destacar é que, em Espanha, o kWh, no mercado regulado, varia a cada hora, ou seja, existem 24 preços de eletricidade diferentes por dia. Os consumidores que tenham um contador analógico pagarão uma média do valor de kWh durante todas as horas a que corresponde o período de faturação; enquanto que, aqueles que possuem contadores digitais, realmente liquidam cada uma das variações do preço do kWh durante todo o ciclo de faturação.

preço da eletricidade

Analisámos os valores do kWh em cada um destes países europeus, utilizando, como referência, o preço da eletricidade do mercado regulado ou das tarifas básicas das companhias líderes do mercado, num agregado familiar de duas pessoas (considerando potências baixas, de aproximadamente 3,45kWA): a Grã-Bretanha é a que possui o valor mais alto, 0.19€/kWh, seguida por Portugal, com 0.1652€/kWh (de acordo com o preço da eletricidade do mercado regulado ou com a tarifa Eletricidade da EDP Comercial), depois França, Espanha, Bulgária, Itália, Bélgica, Áustria e Turquia.

Ao considerar, neste mesmo agregado familiar, um consumo de 3.000 kWh por ano, e se somarmos os preços fixos pelo consumo de eletricidade que cada país aplica (estão incluídos também o valor das tarifas de acesso às redes de cada país, mas não outros impostos), este seria o total anual a pagar em cada país e região:

1) Grã-Bretanha: 649,50€
2) Portugal: 554,58€
3) França: 525,59€
4) Espanha: 392,86€
5) Bulgária: 392,55€
6) Itália: 301,42€
7) Bélgica: 270,27€
8) Áustria: 254,20€
9) Turquia: 165,44€

Se compararmos este gasto total em eletricidade, com o salário médio mensal líquido de cada lugar, encontramos a percentagem que a fatura de eletricidade representa mensalmente:

1) Bulgária: 7,08%
2) Portugal: 5,64%
3) Grã-Bretanha: 2,67%
4) Espanha: 2,59%
5) Turquia: 2,57%
6) França: 2,27%
7) Itália: 1,85%
8) Bélgica: 1,23%
9) Áustria: 1,17%

Levando em consideração os dados analisados pela Selectra, podemos verificar que Portugal, não só é o segundo país com o kWh mais caro, como também é o segundo em que o valor da fatura de eletricidade representa uma maior percentagem do salário médio mensal de um indivíduo. É importante lembrar ainda, que estamos a considerar o preço da eletricidade no mercado regulado em Portugal, mas que, atualmente, o país já conta com 20 alternativas (segundo o site da ERSE em junho de 2017) de comercializadoras no mercado livre e variadas opções de tarifas, portanto, é essencial que o consumidor saiba analisar e comparar as opções para, assim, reduzir os seus gastos a cada ano.

mercado regulado

Este artigo foi produzido pela equipa Selectra, líder no aconselhamento de tarifas de gás natural e eletricidade em França e Espanha e agora em Portugal. Atualmente tem ao seu dispor o site dirigido aos consumidores de energia onde podem comparar as tarifas e ter toda a informação relacionada com o mercado livre.

 

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